Saga “Harry Potter ” caminha para um desfecho épico

25 dez

Para uma grande franquia dar certo, é importante saber evoluir com o tempo. Em se tratando de uma série como Harry Potter, que no ano que vem completa dez anos, o desafio era manter a coerência e corrigir erros cometidos lá no início. Com a chegada do diretor David Yates no quinto filme, Harry Potter e a Ordem da Fênix, a série atingiu seu auge. Em Harry Potter e o enigma do Príncipe, amadureceu. Agora, com as partes 1 e 2 de Harry Potter e as Relíquias da Morte tudo parece se encaminhar para um desfecho memorável.

Hermione, a heróina, de fato

É até injusto avaliar apenas a primeira parte do último capítulo da saga, que não chega a ser o melhor trabalho de Yates na franquia, mas, sem ele, não funcionaria tão bem. Yates conseguiu manter uma unidade com os dois anteriores e soube aproveitar as possibilidades proporcionadas pela divisão da adaptação. Ao mesmo tempo em que pôde trabalhar melhor as cenas de ação, nos deixou ainda mais próximos de Harry, Rony e Hermione, explorando momentos como a sequência em que cada um se despede da família, como o reencontro de Harry com porão embaixo da escada ou ainda quando ele puxa Hermione para dançar no intuito de animá-la. Ao expor virtudes e defeitos das personagens, principalmente na relação entre Harry e Rony e na hesitação dos Malfoy, os torna ainda mais humanos e, dessa forma, gera no espectador uma identificação que ultrapassa limites de idade.

A divertida cena em que os amigos de Harry se transformam nele

A adaptação do roteiro deixa buracos em questões como o uso (ou falta dele) da desaparatação, exagera em cenas como a em que Rony destrói uma horcrux, mas se redime ao corrigir falhas da obra original. Ao mostrar Dobby na casa dos Black (o que não acontece no livro), justifica o fato de ele aparecer na mansão dos Malfoy, salvar todos e ainda ter um trágico final. É curioso ver como um personagem que aparece em apenas um filme pode mexer tanto com as nossas emoções. Harry Potter e as Relíquias da Morte, parte 1 é o filme mais adulto da série e comprova que Yates transformou um filme natalino e cafona em uma fantasia madura que respeita nossa inteligência. É promessa de um final histórico e emocionante.

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